"Não há nome intranscendente e repito: qualquer nome insinua um vaticínio. Todo o destino de Napoleão Bonaparte está no seu cartão de visitas. Ao passo que um J. B. Martins da Fonseca não tem nenhuma destino especial e vou mais longe: não tem destino. Quando baptizaram William Shakespeare, o padre poderia perguntar-lhe: "Como vão tuas Obras completas?". No simples "William Shakespeare" estava implícita a música verbal do seu teatro.
Fiz essa pequena introdução para chegar ao nosso presidente. Quando começou o jogo de candidaturas, disse eu: "Ganha esse, pelo nome e pela cara". Não é impunemente que um homem se chama Emílio Garrastazu Médici. Tiremos o Emílio e fica Garrastazu. Tiremos o Garrastazu e ficará o Médici. Bem sei que essa meditação sobre o nome pode parecer arbitrária e até delirante. Não importa, nada importa. Depois vi a sua fotografia. Repeti, na redacção, para todo o mundo ouvir: "É esse o presidente". Ora, numa redacção há sempre uns três ou quatro sarcásticos. Um deles perguntou: "Só pelo nome?". Respondi: "Pelo nome e pela cara".
Amigos, inicio este texto com esse trecho de uma belíssima crônica do mestre Nelson Rodrigues. Ontem na partida entre Goiás e Atlético no estádio Serra Dourada ficou comprovada a validade da tese sustentada pelo nosso grande cronista.
Quando o Celso Roth mexeu na equipe eu senti todo o destino fúnebre do Atlético. Primeiro com a entrada do Sheslon. Um jogador com esse nome não pode ter um futuro brilhante, e repito, não pode ter futuro. Fosse eu o presidente do Atlético contrataria um marketeiro apenas para escolher os nomes dos jogadores que saem da base. Sim, caros leitores, vivemos na era do Marketing. Bem sabemos que antes de uma empresa lançar um produto no mercado engendra sunuosas pesquisas para batizá-lo com um nome promocional. O Mancini, atacante da Inter, quando chegou ao time profissional do Atlético se chamava "Mansinho". O técnico na época, Evaldo Cruz disse de forma inapelável: "não tem nome de jogador". Recomendou uma simples troca: de Mansinho para Mancini. O resultado todos conhecemos.
Porém foi na segunda substitução que eu senti que aquela noite seria lúgubre para a massa alvi-negra. Chiquinho. Não há em toda a história do futebol o registro de um gol marcado por um Chiquinho. Quando ele entrou eu disse aos meus amigos: o jogo está perdido. E tal como o Nelson Rodrgues, também fulminei o veredito: "pelo nome e pela cara." Não basta um nome imponente, o jogador também deve ter uma postura de atleta. Só nascendo outra vez (e com outro nome) para o Chiquinho ter condições de ser jogador.
Além desses dois irremediáveis pernas-de-pau, diria até, pernas-de-pau desde o batismo, também não podemos deixar incólume a atuação do Renan Oliveira. Bem sabemos que o jovem atleta ou é um Van Basten ou um idiota de babar na gravata. O "Renanzinho", quando surgiu no ano passado, gerou na torcida atleticana uma expectativa hedionda. Parecia que o nosso milenar problema com a camisa 10 estava resolvido para todo o sempre. Quem não se empolgou com aquela brilhante atuação contra o Flamengo no estádio Mário Filho? Simplesmente genial.
Porém o garoto a cada dia demonstra-se muito mais "idiota de babar na gravata" que "Van Basten". Bem sabmos que para ser jogador do Atlético não é necessário muita qualidade técnica. Desde sempre somos marcados pela raça, pela disposição, pelo élan dos nossos jogadores. Aliás, o mascote "Galo" foi escolhido justamente como simbolo da vontade, da luta até a morte. E é inaceitável a pusilânime inapetência do Renan Oliveira. Joga como se estivesse cumprindo uma obrigação, tão abatido como um condenado à morte que caminha agonicamente para a forca. Não tem sangue, e a ausência do sangue inviabiliza a sua permanência no Atlético. Seu ciclo acabou. Que tenha sorte em outro lugar.
Porém não poderia encerrar este texto sem tecer loas ao CRAQUE Júnior. Que habilidade! Em toda a sua vida não há o registro de um passe errado, joga aos 36 anos como se tivesse 20, ou melhor pois conta com a experiência e qualidade que apenas a idade pode trazer. Jogou ontem com o furor de quem disputa uma final de libertadores, não obstante à pouca importância que o Atlético deu à sul-americana. Em sua catedrática atuação mostrou-se infinitamente superior ao Evandro, ao Renan Oliveira e a qualquer outro jogador deste time do Atlético, do passado, do presente ou do futuro. Foi fantástico ver o seu estilo plácido e sereno, que com passes precisos desmonta a defesa adversária, por mais bem montada que ela esteja, mesmo que ela seja uma bastilha intransponível. E o gol? De uma genialidade profunda. Com um toque fleumático por cima do goleiro mostrou ao mundo que quem foi rei nunca perde a majestade. Pagou o ingresso.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
O DNA da derrota
(crônica escrita no dia 20/08/2009, após o empate com o Avaí no mineirão)
Amigos, hoje entendi a torcida do Grêmio. Muito os critiquei no ano passado, por terem execrado o Celso Roth, não obstante à razoável campanha que fizeram naquele certame. Não conseguia entender o motivo de tanta ira, de tanta revolta.
Hoje entendi tudo. Entendi porque o Roth, apesar de estar há 20 anos percorrendo os clubes grandes nunca foi campeão de nada, e repito, nunca venceu sequer um inter-bairros.
Percebi que o Atlético não sairia vitorioso contra o Avaí num lance aos 20 minutos do segundo tempo, que passou despecebido para quase toda a torcida. Uma bola foi recuado para o goleiro Edson. Até então estávamos apresentando um futebol espetacular, se o Nelson Rodrigues estivesse vivo, diria que bateríamos o próprio escrete húngaro. A torcida presente no gigante da pampulha estava numa empolgação inequívoca e total, pronta para fazer fazer uma revolução francesa e derrubar uma bastilha. E o que o Edson fez? Ficou parado, esperando o atacante catarinense chegar, para poder pegar a bola. Ou seja, segurando o jogo. Um time que segura o jogo contra o fraco Avaí não merece ganhar de ninguém, e digo mais, merece ser rebaixado.
E não me digam que os jogares agiram assim à revelia do Celso Roth. Todos sabmos que o técnico não dá uma única e escassa botinada, porém é ele que está no comando. Se no lance que eu relatei o Roth gritasse "Edson, vai tomar no cu, toca logo essa bola e vamos em busca do terceiro gol" tenho certeza que o resultado teria sido diferente. Mas não, o Roth preferiu se acovardar, e corroborou com o corpo mole dos jogadores, tirando um atacante e um meia, e colocando dois laterais esquerdos. Aliás, o Roth está inovando bastante, foi a primeira vez na história do esporte bretão em que três laterais esquerdos estiveram em campo pelo mesmo time. Grande Roth, um gênio do futebol.
E não foi a primeira vez que ele demonstrou toda a sua pusilaminidade. Logo na estréia do brasileirão ficou bem claro que ele tem o DNA da derrota. Foi contra esse mesmo Avaí, lá no estádio da Ressacada. Começamos perdendo de 2x0 e após conseguir um empate heróico no segundo tempo, o que o nosso mestre fez? Recuou o time. Isso mesmo, meus caros. Com os jogadores em estado de êxtase, com os brios mais eriçados que as cerdas bravas de um javali, o Roth preferiu segurar o empate, contra o fraco e sem tradição Avaí.
Contra o Vitória da Bahia também foi uma vergonha. Logo no início do segundo tempo o Roth fez substituções no sentido de segurar o empate. Vejam bem, eu disse segurar o empate. Isso definitivamente não existe em campeonatos de pontos corridos, e principalmente, não existe em times que se propõe a levantar o caneco.
Contra o Corinthians o nosso treinador também deu uma aula de covardia. Com a equipe perdendo de 2x0 em vez de buscar a vitória (nosso ideal, segundo o hino) ele colocou quatro zagueiros em campo, na tentativa de segurar o resultado. Um esquema tático inédito na história do futebol mundial. Nem as retrancas mais intransponíveis da história contavam com tantos becks.
Poderia ficar a semana inteira aqui relatando as partidas nas quais o Roth foi covarde. Sport, Santos, Flamengo, Fluminense, Coritiba, dentre outras. Não estou exatamente pedindo a demissão do Roth, até porque considero escassas as opções do mercado. Podemos até ganhar algumas partidas, ir para a libertadores, mas lamento informar aos nobres atleticanos que me acompanham que a palavra campeão não existe no vocabulário do Celso Medroso Roth. Ele tem o DNA da derrota.
Amigos, hoje entendi a torcida do Grêmio. Muito os critiquei no ano passado, por terem execrado o Celso Roth, não obstante à razoável campanha que fizeram naquele certame. Não conseguia entender o motivo de tanta ira, de tanta revolta.
Hoje entendi tudo. Entendi porque o Roth, apesar de estar há 20 anos percorrendo os clubes grandes nunca foi campeão de nada, e repito, nunca venceu sequer um inter-bairros.
Percebi que o Atlético não sairia vitorioso contra o Avaí num lance aos 20 minutos do segundo tempo, que passou despecebido para quase toda a torcida. Uma bola foi recuado para o goleiro Edson. Até então estávamos apresentando um futebol espetacular, se o Nelson Rodrigues estivesse vivo, diria que bateríamos o próprio escrete húngaro. A torcida presente no gigante da pampulha estava numa empolgação inequívoca e total, pronta para fazer fazer uma revolução francesa e derrubar uma bastilha. E o que o Edson fez? Ficou parado, esperando o atacante catarinense chegar, para poder pegar a bola. Ou seja, segurando o jogo. Um time que segura o jogo contra o fraco Avaí não merece ganhar de ninguém, e digo mais, merece ser rebaixado.
E não me digam que os jogares agiram assim à revelia do Celso Roth. Todos sabmos que o técnico não dá uma única e escassa botinada, porém é ele que está no comando. Se no lance que eu relatei o Roth gritasse "Edson, vai tomar no cu, toca logo essa bola e vamos em busca do terceiro gol" tenho certeza que o resultado teria sido diferente. Mas não, o Roth preferiu se acovardar, e corroborou com o corpo mole dos jogadores, tirando um atacante e um meia, e colocando dois laterais esquerdos. Aliás, o Roth está inovando bastante, foi a primeira vez na história do esporte bretão em que três laterais esquerdos estiveram em campo pelo mesmo time. Grande Roth, um gênio do futebol.
E não foi a primeira vez que ele demonstrou toda a sua pusilaminidade. Logo na estréia do brasileirão ficou bem claro que ele tem o DNA da derrota. Foi contra esse mesmo Avaí, lá no estádio da Ressacada. Começamos perdendo de 2x0 e após conseguir um empate heróico no segundo tempo, o que o nosso mestre fez? Recuou o time. Isso mesmo, meus caros. Com os jogadores em estado de êxtase, com os brios mais eriçados que as cerdas bravas de um javali, o Roth preferiu segurar o empate, contra o fraco e sem tradição Avaí.
Contra o Vitória da Bahia também foi uma vergonha. Logo no início do segundo tempo o Roth fez substituções no sentido de segurar o empate. Vejam bem, eu disse segurar o empate. Isso definitivamente não existe em campeonatos de pontos corridos, e principalmente, não existe em times que se propõe a levantar o caneco.
Contra o Corinthians o nosso treinador também deu uma aula de covardia. Com a equipe perdendo de 2x0 em vez de buscar a vitória (nosso ideal, segundo o hino) ele colocou quatro zagueiros em campo, na tentativa de segurar o resultado. Um esquema tático inédito na história do futebol mundial. Nem as retrancas mais intransponíveis da história contavam com tantos becks.
Poderia ficar a semana inteira aqui relatando as partidas nas quais o Roth foi covarde. Sport, Santos, Flamengo, Fluminense, Coritiba, dentre outras. Não estou exatamente pedindo a demissão do Roth, até porque considero escassas as opções do mercado. Podemos até ganhar algumas partidas, ir para a libertadores, mas lamento informar aos nobres atleticanos que me acompanham que a palavra campeão não existe no vocabulário do Celso Medroso Roth. Ele tem o DNA da derrota.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Bem vindos!
É com grande prazer que inicio hoje, nessa noite de terça-feira, o Blog do Atlético. Por muito tempo idealizei este projeto, porém nunca tive coragem suficiente para colocá-lo em prática. Sempre fui alucinado pelo Galo e desde jovem possuo o hábito de escrever, mas faltava-me incentivos, faltava-me uma motivação especial para dedicar uma parte do meu dia à atividade de um Blog. Bem, tal motivação especial veio no final de 2008, com renúncia de Ziza Valadares e a consequente e tão esperada eleição de Alexandre Kalil. Juntamente com ele vieram Bebeto de Freitas e Emerson Leão.
Foi uma festa para a Massa. Há muitos anos não víamos no nosso clube lideranças que de fato nos representavam. A nossa torcida não faz questão de grandes contratações, de grandes reforços. Não. Queremos, antes de mais nada, ver como líder alguém com alma, com vibração, com sangue nos olhos, que depois de uma derrota vergonhosa vá no vestiário e agrida, em todos os sentidos, os jogadores do nosso escrete. Que mostre aos jogadores a grandiosidade e tradição do nosso clube. A massa alvi-negra se vê em Kalil, e repito, o Kalil é tão atleticano como qualquer um de nós. Pessoas como Ricardo Guimarães e Ziza Valadares, estão há anos-luz da torcida. Sou capaz até de apostar que estes dois indivíduos sequer tinham o hábito de assitir aos jogos do Glorioso. Eram pessoas completamente alheias ao Atlético e que queriam tão-somente satisfazer os próprios interesses.
Não quero me prolongar nessa primeira postagem. Serão várias as oportunidades que terei para registrar aqui a minha opinião sobre o Atlético, e conto com a sua assiduidade nessa jornada.
Foi uma festa para a Massa. Há muitos anos não víamos no nosso clube lideranças que de fato nos representavam. A nossa torcida não faz questão de grandes contratações, de grandes reforços. Não. Queremos, antes de mais nada, ver como líder alguém com alma, com vibração, com sangue nos olhos, que depois de uma derrota vergonhosa vá no vestiário e agrida, em todos os sentidos, os jogadores do nosso escrete. Que mostre aos jogadores a grandiosidade e tradição do nosso clube. A massa alvi-negra se vê em Kalil, e repito, o Kalil é tão atleticano como qualquer um de nós. Pessoas como Ricardo Guimarães e Ziza Valadares, estão há anos-luz da torcida. Sou capaz até de apostar que estes dois indivíduos sequer tinham o hábito de assitir aos jogos do Glorioso. Eram pessoas completamente alheias ao Atlético e que queriam tão-somente satisfazer os próprios interesses.
Não quero me prolongar nessa primeira postagem. Serão várias as oportunidades que terei para registrar aqui a minha opinião sobre o Atlético, e conto com a sua assiduidade nessa jornada.
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