(crônica escrita no dia 20/08/2009, após o empate com o Avaí no mineirão)
Amigos, hoje entendi a torcida do Grêmio. Muito os critiquei no ano passado, por terem execrado o Celso Roth, não obstante à razoável campanha que fizeram naquele certame. Não conseguia entender o motivo de tanta ira, de tanta revolta.
Hoje entendi tudo. Entendi porque o Roth, apesar de estar há 20 anos percorrendo os clubes grandes nunca foi campeão de nada, e repito, nunca venceu sequer um inter-bairros.
Percebi que o Atlético não sairia vitorioso contra o Avaí num lance aos 20 minutos do segundo tempo, que passou despecebido para quase toda a torcida. Uma bola foi recuado para o goleiro Edson. Até então estávamos apresentando um futebol espetacular, se o Nelson Rodrigues estivesse vivo, diria que bateríamos o próprio escrete húngaro. A torcida presente no gigante da pampulha estava numa empolgação inequívoca e total, pronta para fazer fazer uma revolução francesa e derrubar uma bastilha. E o que o Edson fez? Ficou parado, esperando o atacante catarinense chegar, para poder pegar a bola. Ou seja, segurando o jogo. Um time que segura o jogo contra o fraco Avaí não merece ganhar de ninguém, e digo mais, merece ser rebaixado.
E não me digam que os jogares agiram assim à revelia do Celso Roth. Todos sabmos que o técnico não dá uma única e escassa botinada, porém é ele que está no comando. Se no lance que eu relatei o Roth gritasse "Edson, vai tomar no cu, toca logo essa bola e vamos em busca do terceiro gol" tenho certeza que o resultado teria sido diferente. Mas não, o Roth preferiu se acovardar, e corroborou com o corpo mole dos jogadores, tirando um atacante e um meia, e colocando dois laterais esquerdos. Aliás, o Roth está inovando bastante, foi a primeira vez na história do esporte bretão em que três laterais esquerdos estiveram em campo pelo mesmo time. Grande Roth, um gênio do futebol.
E não foi a primeira vez que ele demonstrou toda a sua pusilaminidade. Logo na estréia do brasileirão ficou bem claro que ele tem o DNA da derrota. Foi contra esse mesmo Avaí, lá no estádio da Ressacada. Começamos perdendo de 2x0 e após conseguir um empate heróico no segundo tempo, o que o nosso mestre fez? Recuou o time. Isso mesmo, meus caros. Com os jogadores em estado de êxtase, com os brios mais eriçados que as cerdas bravas de um javali, o Roth preferiu segurar o empate, contra o fraco e sem tradição Avaí.
Contra o Vitória da Bahia também foi uma vergonha. Logo no início do segundo tempo o Roth fez substituções no sentido de segurar o empate. Vejam bem, eu disse segurar o empate. Isso definitivamente não existe em campeonatos de pontos corridos, e principalmente, não existe em times que se propõe a levantar o caneco.
Contra o Corinthians o nosso treinador também deu uma aula de covardia. Com a equipe perdendo de 2x0 em vez de buscar a vitória (nosso ideal, segundo o hino) ele colocou quatro zagueiros em campo, na tentativa de segurar o resultado. Um esquema tático inédito na história do futebol mundial. Nem as retrancas mais intransponíveis da história contavam com tantos becks.
Poderia ficar a semana inteira aqui relatando as partidas nas quais o Roth foi covarde. Sport, Santos, Flamengo, Fluminense, Coritiba, dentre outras. Não estou exatamente pedindo a demissão do Roth, até porque considero escassas as opções do mercado. Podemos até ganhar algumas partidas, ir para a libertadores, mas lamento informar aos nobres atleticanos que me acompanham que a palavra campeão não existe no vocabulário do Celso Medroso Roth. Ele tem o DNA da derrota.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Assinar:
Postagens (Atom)